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Estudo sobre o Impacto da Indústria do Golfe no Desporto e na Economia Nacional

Foi hoje apresentado em videoconferência, com a presença de jornalistas, o mais aprofundado documento macroeconómico sobre a matéria em Portugal, da autoria da Deloitte. Para a FPG, trata-se de uma ferramenta fundamental de comunicação e estratégia.

Foi com um webinar, em videoconferência, reunindo jornalistas de todos os quadrantes, que a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) fez esta manhã a apresentação do Estudo sobre o Impacto da Indústria do Golfe no Desporto e na Economia Nacional.

Solicitado pela FPG à Deloitte em 2017, e agora concluído, trata-se do estudo macroeconómico mais aprofundado jamais feito no país, num retrato do ano 2018. “Tanto mais importante pelo momento que estamos a viver, para alertar o governo, as autoridades públicas, o setor privado, daquilo que é o impacto do golfe em Portugal e aquilo que estamos a perder com a crise pandémica”, referiu Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG

É também um estudo”, sublinhou ainda, “que nos vai permitir sustentar as nossas tomadas de decisão. Nós, sem dados, somos mais uma pessoa com opinião, e por isso precisávamos de ter dados mais concretos”.

Em termos económicos, o estudo confirma a importância do golfe em Portugal, com um impacto direto e indireto da prática da modalidade na geração de riqueza na economia nacional, em 2018.

Os números impressionam: ultrapassam os 1,9 mil milhões de euros (1.025 milhões de euros direto) e correspondem a uma receita fiscal indireta de cerca de 141 milhões de euros, bem como na criação/manutenção de aproximadamente 16.600 postos de trabalho.

A apresentação esteve a cargo de Pedro Santos Rosa, da Deloitte, que referiu: “Para além do impacto na economia, o golfe representa benefícios qualitativos, ao nível da notoriedade de Portugal a nível internacional, enriquecimento sociocultural, desenvolvimento de infraestruturas e soluções de sustentabilidade ambiental, entre outras.”

Em termos desportivos, Miguel Franco de Sousa chamou a atenção para o IVA de 23% que é cobrado, não só no turismo de golfe, como aos praticantes nacionais. “É altamente penalizador para os praticantes, que podiam pagar menos 17 pontos percentuais nos serviços que adquirem para exercerem actividade física ou desportiva. Isto no país mais inativo da Europa, de acordo com o Eurobarómetro.”

É importante que os governantes olhem para que medidas, do ponto de vista do apoio fiscal, possam ser desenvolvidas, no sentido da sobrevivência das empresas nesta altura tão difícil. Existem vários estudos que comprovam os benefícios do desporto e do impacto que tem na redução dos custos com a saúde pública”, adiantou.

Atendendo ao encerramento, entre Março e Maio, das 83 infraestruturas existentes em Portugal, e sendo que a receita média por campo de golfe é de 1,8 milhões de euros, e à paragem da modalidade devido à pandemia da covid-19, os números hoje apresentados não terão o mesmo reflexo na economia este ano.

Alexandre Barroso, presidente da Associação de Gestores de Golfe de Portugal, estima uma quebra de receita dos campos de golfe na ordem dos 65%. “Em março houve já menos de 50% daquele que seria o negócio habitual e em abril e maio não houve receita nenhuma, mas estes três meses correspondem a época alta no golfe. Continuamos e vamos continuar sem turistas até setembro, por isso diria que estes % no golfe poderá ser uma percentagem maior no que a hotelaria concerne”, frisou.

Miguel Franco de Sousa acentuou que, para além do fecho dos campos, há uma há uma enorme incerteza em relação a tudo o que está daqui em diante. “Não se perspetiva uma abertura imediata das fronteiras, os comportamentos dos turistas que nos visitavam habitualmente é uma incógnita, e teremos enormes condicionantes do ponto de vista da capacidade dos aviões e da própria hotelaria.”

Nos campos de golfe”, continua, “estimo que podemos ter uma referência de perda na ordem dos 90 milhões de euros, mas obviamente que, contando com todos os sectores, vai ser muitíssimo mais, se somarmos todas as outras indústrias desde o alojamento aos transportes, passando pela restauração, shopping, manutenção dos campos de golfe”.

Miguel Franco de Sousa diz esperar que este seja um documento “útil para toda a gente, que seja utilizado e que seja partilhado”, salienta a importância de saber comunicar e garante que o estudo é para manter: “Vamos dar continuidade a este trabalho, para fazer um posterior relatório dos dados de 2020. Vai ser importante perceber qual foi o impacto desta pandemia.

Fonte: Gabinete de Imprensa da FPG

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