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Vítor Lopes 16.º classificado em Silves

Melhor português no 1.º Faldo Classic foi um dos afetados pelo cancelamento de torneios no Egito

O Covid-19 também tem afetado e golfe e não foi só o Open do Quénia a ser cancelado no European Tour, prejudicando Pedro Figueiredo, Ricardo Santos e Filipe Lima, que tinham ali uma oportunidade de ganhar pontos importantes para o ranking da primeira divisão do golfe profissional europeu.

No passado dia 6, o Alps Tour Golf também anunciou o cancelamento dos três torneios egípcios desta terceira divisão europeia, o Allegria Open (que deveria começar no dia 19), o Dreamland Pyramids Open (dia 24) e o New Giza Open (dia 29). Esses torneios serão reagendados em setembro.

Até ao momento, não há outros adiamentos de eventos previstos, mas estamos a monitorizar de perto a situação e iremos seguir as indicações das autoridades“, pode ler-se no comunicado.

O próximo torneio previsto será o Abruzzo Open, no Miglianico Golf & Country Club, em Pescara, de 23 a 25 de Abril, mas sabendo-se como está o surto viral em Itália não há quaisquer garantias de realizar-se.

Alguns dos jogadores que estavam a preparar-se para esse ‘swing’ no Egito poderão ter alterado os seus planos e decidido jogar antes os derradeiros quatro eventos d Portugal Pro Golf Tour (PPGT), o circuito satélite sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe, PGA de Portugal e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.

O promotor do PPGT José Correia, que é membro da direção da FPG, não acredita, contudo, que isso tenha sido um fator relevante: “Não estamos a ter mais inscrições porque o circuito A ou B cancelou os seus torneios, até porque os torneios no Egito não coincidiam com o The Tour Championship (prova de encerramento do PPGT). Prova disso é que todos os portugueses que jogam nesse circuito já estavam inscritos em Troia (antes do cancelamento dos torneios egípcios). Mas vamos ter em Troia muitos jogadores do Challenge Tour que também não têm onde jogar porque, como sabemos, esse circuito só irá regressar ao ativo em maio”.

Fosse por a lista de inscritos ser mais forte ou por o campo desenhado pelo antigo n.º1 mundial Nick Faldo no Amendoeira Golf Resort ser um desafio de monta, a verdade é que desta vez não houve qualquer jogador português a meter-se no top-10 do 1.º Faldo Classic, de 10 mil euros em prémios monetários, o segundo e penúltimo evento do 7.º ‘Swing’ do PPGT.

O melhor português foi Vítor Lopes, no grupo dos 16.º classificados, com 149 pancadas, 5 acima do Par, após voltas de 75 e 74 no campo situado no concelho de Silves.

Jogar duas voltas acima do Par não tem sido habitual no algarvio de 23 anos, que até venceu em fevereiro dois torneios do PPGT no Morgado Golf Resort.

as verdade se diga que entre 72 jogadores só o campeão, George Bloor, foi capaz de bater o Par no final das duas voltas. O inglês somou 139 pancadas, 5 abaixo do Par, com rondas de 70 e 69.

Foram dois dias muito duros, nos quais pude testar o meu jogo com as dificuldades do Faldo Course, e devo dizer que o PPGT apresentou um bom teste aos profissionais, sobretudo devido às posições das bandeiras“, disse Vítor Lopes à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

O português que habitualmente milita no Alps Tour Golf considera, no entanto, que nem jogou mal e julga que até poderia ter ficado a Par do campo (o resultado dos quatro jogadores que partilharam o 2.º lugar), caso não se tivesse espalhado no buraco 11, um Par-3 de 132 metros.

Tive um mau buraco, o 11, onde fiz 5 pancadas acima do Par em dois dias, com 1 triplo-bogey na primeira volta e 1 duplo-bogey na segunda, e isso custou-me bastante caro. Tirando isso, posso tirar ilações positivas, porque lutei bastante e bem, terminando com 3 abaixo do Par nos últimos quatro buracos para conseguir ganhar dinheiro“, disse o jogador treinado por Joaquim Sequeira em Vilamoura.

Joguei bem, não posso dizer que tenha jogado mal, embora um pouco dorido do trabalho que tenho feito no ginásio. Como os torneios do Egito foram cancelados, tenho-me concentrado mais no trabalho físico, com o objetivo de ganhar mais flexibilidade e força”, explicou Vítor Lopes, que acredita que essa maior rigidez do corpo não afetou demasiado o seu jogo.

Entretanto, o inglês George Bloor reforçou a sua candidatura ao estatuto de n.º1 no ranking do Portugal Pro Golf Tour de 2019/2020 que termina na próxima semana em Troia.

Este foi o seu terceiro título da época no PPGT e o inglês nunca tinha ganho qualquer torneio como profissional antes destes sucessos no Algarve, mas no ano passado já tinha sido o vice-campeão do The Tour Championship do PPGT em Troia, onde só perdeu no play-off com Dale Whitnell.

 

Fonte: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf / Record

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